terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Ensaio sobre o indivíduo absoluto
O que melhor conheço é o meu
E entre todas as lembranças a que mais me marcou
Foi aquela faz pouco tempo
Efemeridade - entendo bem
Eternidade me soa estranho
A pior das dores é a minha
O pior dos medos – com certeza! – é o meu
E quando me falas
Das tuas terríveis dores
Dos teus piores medos
Ouço nitidamente o riso do desdém,
E sinto novamente os pingos gélidos da estranheza.
Rio de ti, de renome errado, de risos rasgados, de clareza escura, que de bico calado é mais digno de pena do que pena sem galinha
Não insista!
A pessoa mais sensitiva sou eu
E a verdade mais verdadeira, a minha
Pois a ti, meu caro semelhante,
Resta apenas à metafísica.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Contos do Espelho das Graças
No último cigarro, parte onze:
8:00 AM, ainda é cedo, vou dormir mais um pouco... 9:00 AM, só mais cinco minutos. (...) 11:00 AM, que barulho é esse?! Ah, o interfone... Quem poderia ser? Ai meu dedinho! Que merda esse rodapé da cama, só serve pra bater o pé! Se ele não sustentasse o meu colchão de uma maneira tão eficiente juro que pegava uma serra e transformava tudo em lenha!
- Sim?
Minha voz deve ter saído com um aspecto horrível, a pessoa nem ta respondendo.
- Quem fala?
Eu podia estar dormindo agora, então desembucha!
- Hã... Oi Érica! Aqui é a Alice... Não sei se tu ainda se lembra de mim.
- Alice... Tu não deveria estar na aula agora?
Meu sono me impede de ser educada.
- Eu poderia dizer o mesmo. Mas não. Hoje é a minha “folga” na semana. Posso entrar?
Entrar? Droga, como que ta o meu cabelo? Eu to de calça? Ah, to sim.
- Entra aí.
Eu tenho o tempo dela subir três lances de escada pra dar uma ajeitada aqui. Puts, acho que não vai dar tempo, isso aqui ta um caos! Vou escovar os dentes.
Beee!
Saco, ela já ta na porta! Ok, pelo menos deu pra dar uma escova. Nossa, minha cara ta toda amassada. Vou abrir essa bendita porta marrom.
- Oi Érica! Há quanto tempo... Tu corto o cabelo?
Nossa, a Alice não mudou nada! Parece até que ta com a mesma roupa de quando a gente se viu pela ultima vez. Só os óculos... Esses são redondos e não quadrados, acho que combinou mais com ela.
- Sim e não. Como que tu ta? – Me aproximei e abracei ela, deixando sem reação. Pelo visto eu ainda mexo com ela.
- Bem né. Entediada, mas saudável! Depois que te deu essa Loca aquele curso quase que perdeu a graça. Mas como assim “sim e não”, ele ta bem mais curto do que eu lembrava!
-Bom. É que eu cortei ele, mas já faz um tempo... Na verdade eu cortei em casa na semana passada...
Alice ficou de boca aberta.
- Cruzes! E tu teve coragem? Teu cabelo era tão lindo antes!
- Muito obrigada pelo “antes”, acho que fiz cagada mesmo.
- Ah... Mas ele ta legal agora também. Só da um choque pra quem não ta acostumada.
O primeiro silencio constrangedor em que ela ficou me olhando com aqueles olhos brilhantes se deu início e agora me pergunto se devo perguntar o porque da visita dela ou não. Não sei se quero saber.
- Então... Quer comer alguma coisa? Tem pão e café...
- Na verdade eu vim pensando em te convidar pra almoçar. Precisamos colocar a conversa em dia!
Conversa...
- Aonde seria?
Percebi que tinha uma carteira de cigarro com exatamente O ultimo deles me olhando de cima do balcão da cozinha. Que tentação!
- Isso tu vai ter que descobrir. Não to afim de ficar explicando! Agora tira esse olho de cima daquele cigarro!
Olha! Ta ficando imponente a moça! Pena que agora não seja o momento certo pra isso. Ai Alice. Hoje eu realmente não to com ânimo pra sair.
- Aonde tu quer ir?
- Ah, ta bom! Pode ser em qualquer um aqui perto. Acho que vi um vegetariano bastante promissor pelas redondezas...
Vegetariano? Não chego a ser vegetariana, mas adoro comida sem carne. Se o preço não for muito indigesto até que seria uma boa. Mas o que eu não sei é o que ela veio fazer aqui... Faz tempo que eu não vejo essa guria, mas eu conheço essa cara! Aí tem.
- E então?
- Aiai, que horas são?
- Hora de se mexer! - Lá vai ela entrando pela minha porta toda animadinha – Vamos lá Érica, o que tu tem que fazer pra ficar pronta?
É, acho que não tenho escapatória.
- Espera aí na sala. Daqui a pouco eu to pronta.
- Ta bom. - Voz de triunfo, merda, ela soube exatamente como me convencer. Estudante de psicologia é foda.
Me arrumei rapidamente, nem tinha muito o que fazer com o cabelo, só coloquei um creme pra deixar ele um pouco espetado. O que me incomoda nela são esses jogos psicológicos. Se gosta de mim fala logo guria! Do jeito que as coisas vão eu até poderia te dar uma chance. Só não sei se me arrependeria ou não.
- Já ta pronta?
O que ta fazendo aí na minha estante? Sabia que tava me estudando. Tá, ta bom, eu devo estar exagerando.
- To.
Peguei o gracioso cigarro em cima da mesa e acendi.
- Vamos?
-Vamos. - Olhou torto pra ele como eu sabia que faria.
O restaurante era realmente perto, em menos de dez minutos já estávamos lá. Conheço algumas pessoas que definiriam o lugar como uma espécie de viveiro de “ecochatos”, ou simplesmente como um lugar clean. Até que é agradável... O branco das paredes se quebra com os efeitos da iluminação em tons de amarelo no teto e verde em alguns pontos perto do chão. Tem também esses quadros de frutas e paisagens que por algum motivo os restaurantes adoram. Alice escolheu uma mesa perto da parede, uma pequena pra duas pessoas, e eu a segui.
- Se eu te conheço, tu deve ta se perguntando por que eu te chamei aqui né?
Ela ta usando esse tom de brincadeira, mas eu sinto a cautela na voz dela. Aonde ta querendo chegar?
- É, acho que tu acertou.
-Não se pode esconder nada para os que tem o dom da psicologia! – riu – Bom. Esses dias eu encontrei lá no noss... No prédio da Psicologia o Julho. E me lembrei na hora que ele tinha feito aquelas “consultas” contigo.
Pressinto merda vindo por aí.
- Então decidi falar com ele pra ver se tinha contato com uma certa criatura que sumiu do mapa, não é Érica? Então ele me disse que não te via há tempo também, mas que tu ajudou ele num dia lá na Redenção. Daí eu decidi te visitar pra ver como tu tava...
- Hm.
- É... Vamos nos servir?
- Vamos.
Comi muito, comida vegetariana é tudo de bom! Pena que a comida não desceu tão bem quanto poderia, porque eu sei que ela não terminou o assunto. Ela vai concluir uma análise a qualquer momento.
- Eai?
- Eai o que?
- Gostou da comida?
O volume atual do meu estômago responderia isso por mim.
- Sim, bastante.
Um minuto de silêncio.
- Então Érica – Alice ajeitou os óculos arredondados sem tirar os olhos dos meus, lá vem a conclusão – O que eu queria realmente quando te convidei para vir aqui era te perguntar uma coisa... Não, na verdade fazer uma proposta.
As mãos dela estão em forma de delta com o cume virado para cima sobre a mesa, Alice sabe exatamente o que está fazendo. Que inveja.
- Érica Costa Castro, você aceitaria a mim como sua analista?
Imagens no espelho
Chega de falar dos outros! Também ando meio afastada de vocês. Ultimamente tem sido mais fácil me expressar por poemas, mas de vez em quando é bom ter uma linguagem assim mais: aberta. Ser tão subjetiva às vezes me cansa. Nem sempre é bom sabe?
Às vezes, como tantas pessoas, me pergunto sobre o sentido da vida. Não sou como essas que passam toda a sua existência se questionando sobre como tudo surgiu ou porque, sou mais do tipo que prefere viver e tentar descobrir na prática. Porém. Ainda caiu em contradição. Dias e dias que sou feliz, que não penso, que não sou eu, e de repente: Tudo se perde. As coisas perdem o sentido, vejo-me voltando a estaca zero. Tentarei ser mais clara, mas não posso dar muitos detalhes.
Sabe quando tu olha pra ti e diz eu sei exatamente quem tu é, sei quem tu será, sei a quem tu é fiel e sei o que te faz feliz? Poder falar isso significa estar em paz. E eu não estou mais.
É como se tudo que eu construí até aqui entrasse em curto, perdesse a cor. Eu tento me reanimar, tento continuar, mas acabou: não é mais o que era antes. Será que ainda sou a mesma de antes? A mesma Madame R? Não consigo responder.
Vejo-me entre duas escolhas. É investir no presente ou pensar no futuro. É decidir entre o que me faz feliz e quem eu sou, e isso me leva novamente a uma pergunta.
- Quem eu sou?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Casa de fundição
Aquele em que tento inaugurar
Uma coisa que recentemente
Obrigo-me a aceitar.
Rimas, o que são rimas?
Aquelas coisas que se vê por aí
Reflexo de um passado em Minas
Da resignação do Andaraí.
Me culpo, me julgo
E erro na expressão
Corrijo-me e sinto novamente a resignação
Das rimas tortas
Se fez o bolo
No qual me fundo na contradição.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Engaiolada
O que diriam eles
De seres tão terrestres?
Será que gostariam de ter mãos e pés,
Assim como nós,
Que almejamos em cada bater de asas a liberdade?
Não.
São livres
Do pensamento
São livres
Para voar.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Caninos
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sem conclusões sobre o assunto.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Exaustão
Terei eu pensado demais?
Não sei.
Tudo o que sei é que cansei
Cansei de estar cercada
Cansei de tentar entender.
Descansarei.
Que o mundo gire sozinho
E me deixe parar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nem um café.
- Porquê?
Porque me acostumei a escrever no meu computador e por causa disso minha inspiração não acompanha a possibilidade de escrever.
Foi bom mesmo perceber isso. Essa dependência me deixa agoniada! O que somos nós humanos sem a eletricidade hoje em dia? Nem um café. Até as cafeteiras de fogão entraram em desuso (com algumas exceções).
Coisas antigas me encantam. Uma máquina de escrever funciona sem luz. Uma torradeira de chapa funciona sem luz - e com um pouco mais de conhecimento podemos trocar o fogão por uma fogueira!
Aonde quero chegar com tudo isso? Lugar algum. Simplesmente tenho que usar mais o bom e velho papel e caneta.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
No Brilho dos Olhos
Que aqueles que deveriam fazê-lo
Vêem isso como um peso,
Um compromisso que prefeririam não ter. E seriam mais felizes sem.
Triste é ter que fingir
Que não percebe nos olhares
A reprovação
E a saudade incômoda de
Uma inocência da qual todos ajudaram a matar.
Triste é saber que ela não morreu,
Mas que no brilho dos olhos sínicos
Só existe a cegueira.
Antes adotem outra criança
Dêem meu nome a outra gente,
Mas não finjam que me amam.
É tão triste reprovar essa mentira.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
As três fazes do cérebro, pelo menos do meu...
Pelos registros percebo que não postei nada durante o mês de Julho inteiro, um pouco irônico. Mas sabe, às vezes ficar vazia é necessário - é uma coisa difícil de explicar. É como se houvesse um ciclo no funcionamento do cérebro, existindo três fases: A fase em que absorvemos informações, sentimentos e experiências; a fase em que digerimos tudo isso nos isolando em diferentes níveis e, por fim, a fase em que colocamos tudo isso pra fora num processo de externalização...
Adaptando isso ao meu funcionamento, diria que eu consigo escrever em duas dessas fases. Na absorção, quando eu crítico e coloco o meu ponto de vista das coisas, e na externalização (palavrinha um tanto complicada, será que existe mesmo?) o momento em que eu consigo criar alguma coisa, como uma história.
Isso tudo está me parecendo um tanto chato e começo a temer o fato de que vocês achem que eu estou enrolando. Mas com este post eu pretendia talvez três coisas (esse número de novo..): Explicar o meu desaparecimento, voltar a ter contato (mesmo que sem retorno) com vocês e trazer essa minha analise do funcionamento dos nossos cérebros... Se pensam parecido, por favor, podem ~externalizar~ os seus pensamentos.
PS: Só para deixar vocês a parte, agora temos uma conta também no site abcles. Por lá se pode encontrar os Contos do espelho das graças e muitas outras histórias com a temática lésbica... Aos interessados o link é esse: http://www.abcles.com.br
Contos do espelho das graças
Internet... Se eu tivesse uma.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Contos do Espelho das Graças
Contos do Espelho das Graças
Adubo de Érica, parte oito
“Mas da onde vc o conhece?” aiai, mais uma vez essa perguntinha? Mas que droga! Eu já respondi! “Não sei se realmente o conheço, é que ele me lembra um menino que eu conheci na infância” “Então porque vcs tavam conversando?” aaah! “A gente não tava conversando. Eu corri com ele pra fugir de um bando de neonazistas”. E o interrogatório pelo bate papo do computador continuou, mas por mais que eu me empenhasse não conseguia convencer Paola da minha inocência.
Também não era pra menos. Eu mesmo me surpreendo de quão absurda a realidade pode ser às vezes, mas o pior de tudo é que era a pura verdade! Mas que ciúme é aquele afinal? Ciúmes de um homem? Como assim? Isso é muita insegurança. Não pode ser sério.
“Érica, acho que isso é uma coisa importante pra ti, só que você não percebeu ainda... Eu vi o olhar na sua cara! E não era normal... Eu preciso saber o que te afeta tanto assim nessa história” “Escuta Paola, não era tu que queria terminar comigo a um tempo atrás? Porque todo esse interesse pela minha vida sentimental de repente, em? Não estou te entendendo.”
Ok. Se arrependimento matasse eu já estaria servindo de adubo pra alguma secóia na América do Norte agora. Como eu queria que esses programinhas tivessem a opção de “apagar”. Seria salvadora essa opção! Que merda, ela não ta respondendo. Ela não deve saber a resposta! Aah que droga. O melhor a fazer depois de uma cagada dessas é deixar a coisa esfriar. Há não ser que isso tenha magoado muito Paola... Mas o que eu to pensando? Ela nem deve ter levado isso a sério! Nosso relacionamento sequer chega a ser oficial. Será que a errada sou eu? Talvez eu devesse ter tomado a iniciativa desde o início... Aonde que ta o meu isqueiro? Mas que merda!
“Érica..” cancelei minha busca por um estante na expectativa do que estava por vir “Não quero pressionar você a nada. Acho que precisamos de um tempo pra colocar a cabeça em dia. E vou tentar fazer isso dar certo dessa vez.”
Paola parece estar offline. As mensagens serão entregues quando esse contato entrar.
Ah, então é aí que tu tava todo esse tempo? Seu danadinho! Vem pra cá. Ascende esse cigarro pra mim, ok? Hoje teremos uma longa noite pra pensar, meu velho amigo. Como será a vida de um adubo?
sexta-feira, 20 de maio de 2011
À la carte
domingo, 8 de maio de 2011
Victória R. Stone
Não existem motivos para eu existir, se não ser aquela voz dentro da nossa cabeça que mostra a idéia oposta. Eu sou o contra, a parte racional. Sou a fúria e também os pensamentos sinceros, perversos. Não sou cruel, sou humana. Quando ganho a voz sou mal compreendida, mas assim como nós sabemos ouvir, eu tenho a minha hora de falar!
Talvez você esteja me estranhando. Então eu digo: Você não me conhece. Pois se escrevo errado é por opção e se escrevo certo é por capacidade. Então me deixe explicar aquilo que há quase um ano atrás eu não quis. A letra V em meu nome é uma abreviação para Victória. Não pense que esse é o nome do nosso todo, pois não é. Apenas era para ser.
O nome da X era para ser Victória, mas eis que um certo amigo de seu pai teve uma filha antes e então o nome foi “usado”. Talvez eu seja para ela a o reflexo da injustiça, a demonstração de ira, de sinceridade explosiva. Talvez eu apenas seja uma parte que ela não quer dentro de si, mas que existe. Eu sou a indesejada dentro de mim e me torno indesejada quando sou exposta. V. R. Stone, Victória R. Stone. Não diga muito prazer, pois eu sei que pode ser mentira.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O mergulho
Será que foi? Tanto faz.... Queria saber o que eles tem em mente
Aqui é onde eu estou segura, aqui posso falar.
Quantos anos você tem?
Que diferença isso faz?
Faz diferença se minhas intenções não forem as melhores... Bom, bom. Isso pode ser usado.
Do lado de cá ninguém me entende. Minha pele arde e minhas costas doem, o que deu em mim?
Se eu falar eles vão ver e irão me perseguir como fizeram com ela. E ela? O que aconteceu com ela?
Acho que a engoliram feito dragões e cuspiram aquilo que sobrou para o mundo acabar o que começaram
Acho que nunca mais será a mesma, pois o que o tempo não mudou ela o fez. Tanto faz para você agora.
É, tanto faz para mim. Acho que estou com problemas... O que faço da minha vida?
Acho que você poderia começar usando a sua mente para alguma coisa de util. bem melhor do que ficar por ai falando sozinha.
É mesmo. Meu transtorno acabou, já posso voltar ao mundo real.
Ótimo. Até a próxima então.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Invasão V
Eu bem que poderia ficar falando coisas sobre o casamento da família real ou sobre o preço da gasolina ou sobre a padaria lá da esquina, que nem se quer existe, mas não vou falar sobre nada disso. Me ocorreu de falar sobre... hmm... A cultura popular! Se é que se pode chamar assim.
Se você mora em uma cidade como a minha vai entender do que estou falando. Às vezes parece que o povo gosta da ignorância, só digo isso. Porque só o que a massa gosta é modinha. Ou nem isso. Como me irrita saber que só Luan Santana, Gaiola das Poposudas, Enso e Rodrigues ou, vá lá, Restart tem sua vez. Isso até pode ser considerado música, mas não pode ser considerado prioridade!
Quero dizer que existe uma grade muito ampla de bandas, tanto regionais quanto nacionais, que tem muito a oferecer musicalmente e acabam firmando os pés mesmo é numa garagem de casa porque ninguém se interessa por elas. A indústria nacional só pensa no lucro e o lucro é o povo que faz, ou seja a culpa do cenário musical nacional estar tão bitolado em um estilo só (ou em um gosto só) é do mal gosto das pessoas! Credo!
Depois dessa minha conclusão, desabafo também pode ser, espero que vocês não fujam desse blog, porque a Madame não é tão ruim como eu... Isso que hoje eu to de bom humor... Enfim. Antes de me despedir de quem estiver lendo esse post quero ter a honra de informar que. O Contos do Espelho das Graças em breve terá a sua próxima parte publicada! Só falta bater "aquela" inspiração sabe?
Bom dia pra você. Ou noite se preferir, fui.
domingo, 17 de abril de 2011
A Madame e a R
sexta-feira, 11 de março de 2011
Correnteza
segunda-feira, 7 de março de 2011
Contos do espelho das graças
Lembro daquela que chamou pelo meu nome no parque a duas semanas atrás. Sua voz era nostálgica aos meus ouvidos, mas isso eu não pude entender... Aquele rosto era familiar, mas não consigo lembrar da onde o conheço. Os olhos verdes e profundos dela era o que mais me intrigava, eu tinha aquela certeza irritante de que os conhecia; como? Tente se lembrar Julho! Estatura mediana, cabelos na altura dos ombros, negros, extremamente negros. A pele contrastava com esse tom forte, era branca, muito branca. Com certeza deveria se cuidar com o sol. Mesmo assim. Não me lembro. Ela não quis revelar seu nome, apenas adivinhou o meu por “coincidência”.
De qualquer forma devo ser grato a ela. Pelo visto o perigo me ronda até onde eu o ignoro. Abro a última gaveta da geladeira: dois cachos de uva. No primeiro os grãos eram saudáveis e graúdos, porém em pouca quantidade. Já o segundo era realmente grande, mas muitos grãos estavam um tanto murchos ou inválidos. Qual deles pegar?
Escolhi o segundo, como se assim estivesse escolhendo meu destino e reconhecendo o meu passado. Um nome me veio em mente: Érica?
