domingo, 26 de setembro de 2010

Diário do isolamento II: 24/09

Sim, eu estava enganada.
Posso ser muito cabeça dura, mas reconheço quando estou errada. Porém é tudo uma questão de ponto de vista e se agora eu concordo com o que eu ouvi é porque o meu pensamento é que mudou. Não a realidade.
Se você ai de fora não sabe do que eu estou falando (dane-se!) (brincadeira), bom, é a conseqüência de não me conhecer. Para não ser uma péssima autora de blog (blogueira ou sei lá o que) vou relatar a situação (ou tentar) sem denunciar quem sou.
Imagine levar a sua avó em um show de rock. Imaginou? Agora imagine pedir para uma banda de rock (rock mesmo sabe?) tocar em uma festa de aniversário onde se encontram muitos parentes de segunda, terceira e até quarta idade. Sim? Talvez, assim como eu pensei, você deva estar achando isso um absurdo – um autêntico programa de índio.
Mas pense bem.
Você não está cansado (a) desses conceitinhos que pregam o que uma “tribo” deve ou não deve fazer? Quem disse que velhinhas não podem freqüentar pubs de noite? (com nuvens de fumaça de cigarro, bêbados e mais algumas bizarrices)
O que me levou a pensar sobre isso foi um grande (e inimaginavelmente irritante) discurso que me chamava de “quadradona”.
Minha primeira reação foi achar tudo aquilo um absurdo. Já agora, fui tomada por um espírito revolucionário e acho que – sim! – velhinhas podem freqüentar pubs e que se uma banda de rock vai tocar ou não numa festinha é problema dela.
Vamos quebrar os tabus! Que venham as velhinhas.

sábado, 25 de setembro de 2010

A fatia que não acordou


Me sinto dento de uma história.

(isso é estranho)

Acho que nunca tinha me acontecido antes.

Será que você já se sentiu assim?

Ó criatura andante.

Não se engane, não estou querendo rimar (e acho que realmente não rimei), às vezes falo assim meio que por acidente. É meio estranho se dividir em três. Apesar de ser apenas uma, eu também me sinto confusa. Afinal qual é a minha fatia desse bolo todo?

Escrevendo aqui, eu me ajudo (e ajudo a X também) a me conhecer.

E o que eu estou conhecendo é uma pessoa conturbada – eu acho – uma pessoa que não sabe bem o que sente e também não sabe bem o que quer.

(como eu estou poética hoje)

Se sentir dentro de uma história não é ruim, é só meio confuso. Você se sente segura, mas ao mesmo tempo parece que nada é real. Você se sente em paz.

 Imagino que seja igual a estar sonhando, só que se está acordado.

(eu disse que é estranho)

Fico imaginando se essa história é um conto. Contos são curtos, mas são intensos (na maioria das vezes). Poderia ser um Romance, com uma história grande e cheia de personagens (não sei bem a definição de um Romance).

Poderia ser qualquer coisa – poema, crônica, notícia de jornal, história em quadrinhos – mas na verdade não sei se gostaria que a minha história fosse terminada sem que eu fosse a autora.

(é. Não sei)

Será que seria um drama?

Sim, seria.

domingo, 19 de setembro de 2010

Diário do isolamento I: 12:15 deste mesmo dia


Oi.

Escrevo a primeira linha deste diário do isolamento pensando sobre alguns paradoxos da vida.

Um deles, talvez o mais incômodo, é a escolha de uma profissão e, conseqüentemente, de uma faculdade.

É perceptível a contradição que certas famílias caem nessa fase de seus filhos ou parentes. Geralmente se ensina para uma criança (coisa que até se repete aos ouvidos dos adultos) que o dinheiro não é tudo e que para ser feliz é preciso exercer algo que lhe satisfaz – que te deixe feliz.  

Porém.

Quando enfim chega a hora da escolha (tão penosa) a triste alma, que por acaso, não se sentir perfeitamente segura na sua decisão: Acaba tendo que ouvir discursos (e às vezes verdadeiras campanhas de lavagem cerebral) que revelam acima de tudo a remuneração que cada área recebe.

Nessas horas as tão consagradas profissões são sempre lembradas, tenho certeza de que você deve conhecê-las: medicina, engenharias, direito e até a novidade mundial em boa remuneração do técnico em informática. Todas com boas remunerações e todas hiper-procuradas nas universidades.

Sinto muito ó sistema opressor, eu não irei me contrariar.

Quando ouvi aquela história de que dinheiro não é tudo eu acreditei nela; e agora que eu preciso escolher o que farei da minha vida, escolherei o que me faz bem.

O que seria isso exatamente eu não sei, mas tenho a nítida visão de que não quero nada ligado às áreas de produção empresariais e nem aos tédios da vida pública.

Se Deus quiser ainda sigo a arte!

(e que meu pai não tenha um infarto)     

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Imprevisto

 Oi.

Não estranhem se a minha presença neste blog começar a ficar um tanto rara. Acontece que por razões técnicas acessar minha página ficará um pouco díficil e imprevisível. Porém eu continuo escrevendo, então para não deixar de publicar certas coisas farei o "diário do isolamento". Ao contrário do que possa parecer este diário não tera uma linha do tempo muito frequente, porque eu não escrevo todo dia, e às vezes escrevo mais de uma vez. Farei isso até meus recursos para o mundo tecnológico voltarem (tentarei dar um fim a essa linha de negativismo).

Até a próxima.

Hoje acordei com D.M.

 Ilusões são necessárias.

Olhe o mundo a sua volta. Não vê?

Todo o sofrimento? Que em dias como hoje, invade as minhas barreiras mentais.

Concordo. Talvez seja culpa da menstruação.

Me pergunto se os homens têm essa casca dura de insensibilidade porque não menstruam. Talvez ver sangue deixe as pessoas mais sensíveis...

Se todos passassem por esse drama que me ataca todo mês (esse drama escarlate) é possível que o mundo não fosse tão cruel.

Concordo. Estou muito sonhadora.

Mas como é triste o egoísmo do nosso mundo conteporâneo. O que nos custa, de vez em quando, olhar em volta e ver se alguém está chorando? Se não precisam de ajuda?

Tantas vezes me senti invisível, sendo que só um olhar preocupado me deixaria melhor.

 Tento ser diferente, tento fazer a diferença; mas no fim: Sou igual a todo mundo, pois só vejo o que quero ver.

Ilusões são necessárias. Quando as perde fica como eu, sem lugar na fila.

Se me conheço bem, em pouco tempo acharei tudo o que escrevi uma besteira sentimental. (talvez não necessáriamente eu)

Mas é uma besteira necessária.

Não se preocupe comigo. Não cortarei meus pulsos esta noite.

Esse foi só mais um caso de Depressão Menstrual.

domingo, 5 de setembro de 2010

Deus salve a arte!

É incrível como assuntos familiares me afetam. Por mais que eu tenha acordado super bem hoje de manhã, agora estou mal.


Por quê?

Porque meus pais simplesmente não param de brigar. Neste exato momento minha mãe esta chorando no andar de baixo enquanto eu tento manter meu estado de humor inabalado aqui, no meu refúgio.

Isso é impossível.

É verdadeiramente engraçado observar o comportamento familiar. Desde pequena, quando eu perguntava para minha mãe o porquê de tanta briga ela me respondia: “Nós não estamos brigando, estamos só discutindo”.

Nunca fui idiota (por mais que às vezes demonstre o contrário) percebo facilmente quando uma discussão é pacifica e construtiva ou quando ela é violenta e só causará feridas internas.

Não acho que a minha família seja ruim, na verdade o que me irrita é que ela se acha perfeita. Porque não admitem seus erros como pais? Porque não confessam que não estão verdadeiramente interessados na minha vida?

Neste momento meu pai esta falando que seria mais feliz só e isolado e que nós somos “desumanos” com ele. Claro que ele é perfeito e nunca comete nenhum erro, ele sempre foi a vítima e nós os carrascos.

Deve ser por isso que nunca fui muito romântica e que até pouco tempo não conseguia entender porque as pessoas queriam casar.

Casar por quê? Para começar a “discutir”?

São em horas como essa que eu percebo como a música e a literatura são maravilhosas! São elas que me tiram daqui...

Desculpe o drama, faz parte da minha natureza ser assim.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Deu merda na fila do cinema

Que merda. Hoje de manhã tomei tanta água que eu parecia suar xixi...

É engraçado como o nosso corpo sempre sabe a pior hora para mostrar a sua natureza animal; um belo exemplo disso é que eu sempre quero arrotar quando tenho que falar e constantemente durante um silêncio absoluto.

Não consigo entender porque as pessoas escondem a sua natureza. Se envergonhar porquê? Também somos animais.

(claro que não estou falando pra você sair peidando por aí)

Como me irrito com o status da highsociety, não existe coisa mais artificial.

Esses tempos fui ver "A origem" em um cinema caro. Fui verdadeiramente incômoda naquele lugar. Por que? Porque eu passei o dia inteiro fora de casa e não pude me arrumar para estar no nível de habitar um shopping de rico.

Não pense que tenho grandes fortunas, a verdade é que eu ganhei aqueles ingressos. Mesmo assim eu também tinha o direito de entrar no cinema; direito que o segurança não quis reconhecer.

- Só quem tem ingresso fica na fila.

- Ah, ta.

Como fiquei irritada por não ter dito "e quem disse que eu não tenho?! Só por que ta com esse terninho acha que é superior a mim?!"

Mas infelizmente, no meu corpo, nem sempre tenho o poder da fala.

(e quando falo sou taxada de grossa)

Triste foi a coincidência de o vocalista do Nenhum de Nós estar na fila ao lado. Mas enfim, verdade é que eu ri daquela gente, pois mesmo sem ter status eu vi aquele filme em um cinema caro.

Por sinal o filme é bom, mas "A ilha do medo" é melhor.

Conclusão: Todos somos animais, não neguem isso!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Agora virei uma vândala

Oi. Aqui estou eu novamente, pronta para falar e falar do que me vier à cabeça... Vou começar comentando os últimos acontecimentos referentes a esse blog.


Como você deve ter percebido agora eu não estou mais só, tenho a companhia da Stone. Eu sei que isso parece loucura, mas eu garanto que a X(mente maior, minha criadora.. Vou chamá-la assim de agora em diante) não é perturbada. Como já disse no meu perfil, ela é a moeda e nós somos as faces.

(mas isso não muda o fato de que a Stone é uma insensível)

Quanto as formas de divulgação adotadas... Gostaria de dizer que não me sinto bem por estar invadindo blogs e escrevendo em banheiros, mas não achei nenhuma outra forma de me fazer “ouvida”.

Esse é o preço do anonimato.

Agora que o recado foi dado e as desculpas pedidas, vou falar de como me sinto escrevendo neste blog. É realmente estranho “falar” e não ter certeza se alguém vai te “ouvir”, me sinto mais louca do que o normal. Mesmo assim, decidi não adicionar um contador de visitas, pois aqueles números não são precisos e não quero me prender a essa expectativa.

Portanto, suplico, que se você ler esse blog, comente e me diga o que achou. Só assim perceberei que não estou “falando” sozinha (até porque eu já faço isso sempre, não escreveria aqui se fosse essa a minha intenção).

Sempre lembrando que comentários destrutivos são dispensáveis...

Pronto, agora já vou indo, para não deixar esse post muito vazio pense nessa frase que ouvi esses tempos: “a sujeira é tudo aquilo que está fora do seu lugar”.

Tchau.