Momento inóspito da mente
Aquele em que tento inaugurar
Uma coisa que recentemente
Obrigo-me a aceitar.
Rimas, o que são rimas?
Aquelas coisas que se vê por aí
Reflexo de um passado em Minas
Da resignação do Andaraí.
Me culpo, me julgo
E erro na expressão
Corrijo-me e sinto novamente a resignação
Das rimas tortas
Se fez o bolo
No qual me fundo na contradição.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Engaiolada
E se os pássaros falassem?
O que diriam eles
De seres tão terrestres?
Será que gostariam de ter mãos e pés,
Assim como nós,
Que almejamos em cada bater de asas a liberdade?
Não.
São livres
Do pensamento
São livres
Para voar.
O que diriam eles
De seres tão terrestres?
Será que gostariam de ter mãos e pés,
Assim como nós,
Que almejamos em cada bater de asas a liberdade?
Não.
São livres
Do pensamento
São livres
Para voar.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Caninos
Fome que corrói.
Meus dentes afiados incorporando uma fera,
Nos caninos a fúria de um leão.
Ainda fosse apenas fome.
Quando a mente está bem o corpo aguenta, mas não
A decepção me presenteia com essa raiva aguda.
Quero despedaçar, dilacerar
Quero morder! Arrancar aos pedaços a injustiça,
Apaziguar minhas chamas.
Pensei que estaria sempre ao meu lado,
Que se preocupava.
Sinceramente
Eu esperava mais.
De você, de mim
Do mundo.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sem conclusões sobre o assunto.
Raiva. Fenômeno interessante que me atormenta por alguns dias do mês.
"V? Há quanto tempo??" Pois é. Há quanto tempo, não é criançada. O que posso dizer? Eu não sou muito de escrever. Imagino que talvez há uma hora desses vocês já tenham percebido isso.
Tantas são as coisas com o poder de tirar a gente do sério! (pelo menos à mim) Eu poderia fazer listas e listas de coisas que me abalam, me irritam, mas não - eu só sinto. Certas coisas não são para serem expressadas, são para serem sentidas.
Eu disse que não ia listar, mas eu me contradigo. Dentre todas as coisas posso citar pelo menos duas situações que se agrupam no mesmo sistema conceitual (voltei com tudo, falando difícil também!): Injustiças.
Antes que você diga "que coisa mais óbvia Victória Stone!" eu digo cala a boca e escuta. Essa palavra injustiça tem uma gama de significados, ou pelo menos de situações, muito grande. Então não me venha falar que já imaginava isso de mim, porque talvez você ainda não saiba o que eu estou querendo realmente falar.
É justamente esse tipo de injustiça um dos que eu estou tentando condenar: A injustiça do mau entendido, da conclusão precipitada. Quando uma pessoa se atreve a te denominar uma coisa que você não é, no meu caso uma pessoa fria.
Tudo bem que talvez para a minha parte do ser isso seja um pouco de verdade, mas é no mínimo ignorância falar isso da madame sentimental R. Puta que pariu. Nem todos tem aquela sensibilidade de perceber que o silêncio pode ser uma forma de afirmação? Não, não tem V.
Agora que talvez vocês não estejam entendendo nada, vou para a segunda maneira de injustiça aplicada... Opa. Já me esqueci do ícone original que ia estar nessa linha, mas não tem problema, coloco outro(s) no lugar. Interpretações erradas, tanto de textos, quanto de conversas. Não preciso nem explicar né? Pra esse tipo de pessoa eu só desejo uma coisa: sofra com a sua ignorância infeliz.
"Cadê a tua conclusão V? Não ia falar de duas formas de injustiça? Tu falou quase que a mesma coisa duas vezes!" Pois é, entenda o que eu escrevi como quiser, mas na prática posso garantir que as duas situações não são iguais. Porquê? Porque uma é o mau entendido do silêncio e a outra do que foi falado. Quanto a minha conclusão do assunto... Não estou muito a fim de fazer. Até a próxima tpm crônica.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Exaustão
A cabeça ferve,
Terei eu pensado demais?
Não sei.
Tudo o que sei é que cansei
Cansei de estar cercada
Cansei de tentar entender.
Descansarei.
Que o mundo gire sozinho
E me deixe parar.
Terei eu pensado demais?
Não sei.
Tudo o que sei é que cansei
Cansei de estar cercada
Cansei de tentar entender.
Descansarei.
Que o mundo gire sozinho
E me deixe parar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nem um café.
Engraçado como com o tempo vamos ficando cada vez mais dependentes da tecnologia. Eu, por exemplo, tenho escrito cada vez menos.
- Porquê?
Porque me acostumei a escrever no meu computador e por causa disso minha inspiração não acompanha a possibilidade de escrever.
Foi bom mesmo perceber isso. Essa dependência me deixa agoniada! O que somos nós humanos sem a eletricidade hoje em dia? Nem um café. Até as cafeteiras de fogão entraram em desuso (com algumas exceções).
Coisas antigas me encantam. Uma máquina de escrever funciona sem luz. Uma torradeira de chapa funciona sem luz - e com um pouco mais de conhecimento podemos trocar o fogão por uma fogueira!
Aonde quero chegar com tudo isso? Lugar algum. Simplesmente tenho que usar mais o bom e velho papel e caneta.
- Porquê?
Porque me acostumei a escrever no meu computador e por causa disso minha inspiração não acompanha a possibilidade de escrever.
Foi bom mesmo perceber isso. Essa dependência me deixa agoniada! O que somos nós humanos sem a eletricidade hoje em dia? Nem um café. Até as cafeteiras de fogão entraram em desuso (com algumas exceções).
Coisas antigas me encantam. Uma máquina de escrever funciona sem luz. Uma torradeira de chapa funciona sem luz - e com um pouco mais de conhecimento podemos trocar o fogão por uma fogueira!
Aonde quero chegar com tudo isso? Lugar algum. Simplesmente tenho que usar mais o bom e velho papel e caneta.
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