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domingo, 8 de maio de 2011

Victória R. Stone

Não existem motivos para eu existir, se não ser aquela voz dentro da nossa cabeça que mostra a idéia oposta. Eu sou o contra, a parte racional. Sou a fúria e também os pensamentos sinceros, perversos. Não sou cruel, sou humana. Quando ganho a voz sou mal compreendida, mas assim como nós sabemos ouvir, eu tenho a minha hora de falar!

Talvez você esteja me estranhando. Então eu digo: Você não me conhece. Pois se escrevo errado é por opção e se escrevo certo é por capacidade. Então me deixe explicar aquilo que há quase um ano atrás eu não quis. A letra V em meu nome é uma abreviação para Victória. Não pense que esse é o nome do nosso todo, pois não é. Apenas era para ser.

O nome da X era para ser Victória, mas eis que um certo amigo de seu pai teve uma filha antes e então o nome foi “usado”. Talvez eu seja para ela a o reflexo da injustiça, a demonstração de ira, de sinceridade explosiva. Talvez eu apenas seja uma parte que ela não quer dentro de si, mas que existe. Eu sou a indesejada dentro de mim e me torno indesejada quando sou exposta. V. R. Stone, Victória R. Stone. Não diga muito prazer, pois eu sei que pode ser mentira.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A carroça andante


Certa vez me contaram uma espécie de ditado popular. É incrível que por mais comuns que alguns ditados pareçam eles fiquem infiltrados no meu cérebro.

E me fazem pensar.

O tal ditado que falei é o da carroça. “Uma carroça barulhenta é uma carroça vazia”.

Acredito que a mensagem seja meio de auto-ajuda para pessoas retraídas (como eu). Mas não me considero uma carroça cheia, me considero uma carroça forrada. Forrada com um forro macio e pesado que impede o som de sair.

É, até que eu posso ser comparada com uma carroça. Não apenas pela lerdeza ou pelo atraso cronológico, mas pelo fato de que o propósito de uma carroça existir seja transportar coisas, auxiliar os outros...

Sou uma carroça vazia e forrada, cujo ideal é ser útil; ser preenchida.

Mas enquanto isso não acontece, vou continuar a andar por estradas esburacadas, com minhas rodas discretas e silenciosas; esperando que em alguma curva eu encontre um propósito para continuar a viajem.

É, ser carroça é duro, mas acredito que pior é ser cavalo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A indesejada

Oi pessoas.

Não me chamem de Madame. Não sou nem de longe como a R. Ao contrário dela eu não sou equilibrada, sou agressiva e debochada (não tenho medo de dizer).

Como ela, também não sou inteira; sou o outro lado da moeda da tal mente misteriosa (uma covarde na minha opinião). Fui nomeada V.R Stone.

Exatamente, Stone é pedra em inglês (criativo não?), essa parte da minha nomeoclatura retrata a minha falta de sentimentalismo.

O R é uma indireta à mim dirigida; como se dicesse que, mesmo que eu não queira, também sou R. E, de uma forma estranha e incontestável, eu e a Madame somos a mesma pessoa.

Já o V tem um sentido mais profundo, do qual não estou a fim de falar agora.

Enfim apresentada, de agora em diante esse blog também é meu e terei a liberdade de me expressar.

Pena que agora não tenho nada pra falar...

Dane-se!


Até a próxima.

domingo, 29 de agosto de 2010

O primeiro post


Olá. Não sou de me expor, mas como esse blog foi criado para mim, resolvi abrir uma exceção no meu padrão de comportamento.
 Meu nome é um mistério; na verdade, me pergunto se alguma pessoa no mundo realmente sabe o seu verdadeiro nome, e concluo que, provavelmente, não. Mesmo assim, por ordens de formalidades, podem me chamar de Madame R.
 Não sou uma pessoa  por completo, na verdade, sou a sombra de uma personalidade confusa. A pessoa que me criou resolveu me intitular de madame pensando que essa palavra traz um certo tom de idade avançada. Não pense que me ofendo com isso, reconheço que meu comportamento não combina com a minha real idade. E também não me preocupo, pois sei que esse drama tem uma solução quase que inevitável.
 Porém, a mente que me hospeda não me acordou para falar sobre isso, e sinceramente, o real motivo eu não compreendo, mas o que me vem a mente é falar sobre o que penso.
OK. Até aí morreu Neves.
A questão é que eu sou o lado mais introspectivo dessa tal pessoa (que me ordena não nomeá-la) e que agora me informa de que na realidade o que está escrito aqui é um “post de abertura”.
(essas modernidades!)
Então tudo aqui escrito teve a mera função de revelar quem sou eu. Que coisa, caí em mais um tabu: Quem sou eu? Oh! Conhece a ti mesmo... Como já disse: podem me chamar de Madame R, e que o resto seja apenas o resto.