Certa vez me contaram uma espécie de ditado popular. É incrível que por mais comuns que alguns ditados pareçam eles fiquem infiltrados no meu cérebro.
E me fazem pensar.
O tal ditado que falei é o da carroça. “Uma carroça barulhenta é uma carroça vazia”.
Acredito que a mensagem seja meio de auto-ajuda para pessoas retraídas (como eu). Mas não me considero uma carroça cheia, me considero uma carroça forrada. Forrada com um forro macio e pesado que impede o som de sair.
É, até que eu posso ser comparada com uma carroça. Não apenas pela lerdeza ou pelo atraso cronológico, mas pelo fato de que o propósito de uma carroça existir seja transportar coisas, auxiliar os outros...
Sou uma carroça vazia e forrada, cujo ideal é ser útil; ser preenchida.
Mas enquanto isso não acontece, vou continuar a andar por estradas esburacadas, com minhas rodas discretas e silenciosas; esperando que em alguma curva eu encontre um propósito para continuar a viajem.
É, ser carroça é duro, mas acredito que pior é ser cavalo.
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