terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ensaio sobre o indivíduo absoluto

Dentre todos os mundos
O que melhor conheço é o meu
E entre todas as lembranças a que mais me marcou
Foi aquela faz pouco tempo

Efemeridade - entendo bem
Eternidade me soa estranho

A pior das dores é a minha
O pior dos medos – com certeza! – é o meu
E quando me falas
Das tuas terríveis dores
Dos teus piores medos
Ouço nitidamente o riso do desdém,
E sinto novamente os pingos gélidos da estranheza.

Rio de ti, de renome errado, de risos rasgados, de clareza escura, que de bico calado é mais digno de pena do que pena sem galinha
Não insista!

A pessoa mais sensitiva sou eu
E a verdade mais verdadeira, a minha
Pois a ti, meu caro semelhante,
Resta apenas à metafísica.