Não existem motivos para eu existir, se não ser aquela voz dentro da nossa cabeça que mostra a idéia oposta. Eu sou o contra, a parte racional. Sou a fúria e também os pensamentos sinceros, perversos. Não sou cruel, sou humana. Quando ganho a voz sou mal compreendida, mas assim como nós sabemos ouvir, eu tenho a minha hora de falar!
Talvez você esteja me estranhando. Então eu digo: Você não me conhece. Pois se escrevo errado é por opção e se escrevo certo é por capacidade. Então me deixe explicar aquilo que há quase um ano atrás eu não quis. A letra V em meu nome é uma abreviação para Victória. Não pense que esse é o nome do nosso todo, pois não é. Apenas era para ser.
O nome da X era para ser Victória, mas eis que um certo amigo de seu pai teve uma filha antes e então o nome foi “usado”. Talvez eu seja para ela a o reflexo da injustiça, a demonstração de ira, de sinceridade explosiva. Talvez eu apenas seja uma parte que ela não quer dentro de si, mas que existe. Eu sou a indesejada dentro de mim e me torno indesejada quando sou exposta. V. R. Stone, Victória R. Stone. Não diga muito prazer, pois eu sei que pode ser mentira.
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