Oi.
Escrevo a primeira linha deste diário do isolamento pensando sobre alguns paradoxos da vida.
Um deles, talvez o mais incômodo, é a escolha de uma profissão e, conseqüentemente, de uma faculdade.
É perceptível a contradição que certas famílias caem nessa fase de seus filhos ou parentes. Geralmente se ensina para uma criança (coisa que até se repete aos ouvidos dos adultos) que o dinheiro não é tudo e que para ser feliz é preciso exercer algo que lhe satisfaz – que te deixe feliz.
Porém.
Quando enfim chega a hora da escolha (tão penosa) a triste alma, que por acaso, não se sentir perfeitamente segura na sua decisão: Acaba tendo que ouvir discursos (e às vezes verdadeiras campanhas de lavagem cerebral) que revelam acima de tudo a remuneração que cada área recebe.
Nessas horas as tão consagradas profissões são sempre lembradas, tenho certeza de que você deve conhecê-las: medicina, engenharias, direito e até a novidade mundial em boa remuneração do técnico em informática. Todas com boas remunerações e todas hiper-procuradas nas universidades.
Sinto muito ó sistema opressor, eu não irei me contrariar.
Quando ouvi aquela história de que dinheiro não é tudo eu acreditei nela; e agora que eu preciso escolher o que farei da minha vida, escolherei o que me faz bem.
O que seria isso exatamente eu não sei, mas tenho a nítida visão de que não quero nada ligado às áreas de produção empresariais e nem aos tédios da vida pública.
Se Deus quiser ainda sigo a arte!
(e que meu pai não tenha um infarto)
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