quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Planeta terra chamando...
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Contos do Espelho das Graças
“Faz cinco
graus em Porto Alegre, venha começar o seu dia aqui com a gente!...” não sei
como esses radialistas conseguem essa disposição assim cedo - e com esse frio!
– de qualquer modo eu não consegui pregar os olhos a noite inteira. Fico
revendo o encontro que tive com minha mãe no restaurante anteontem. Parece até
que de alguma forma meu cérebro funcionou como um gravador, de modo que pode
repetir tudo o que ela disse a qualquer hora.
Não vou pra
aula hoje, ainda posso faltar mais de três dias nessa cadeira. Mesmo que eu me
prestasse a sair de casa duvido que desse jeito eu vá prestar pra alguma
coisa... O máximo que pode acontecer é perguntarem se estou bem (provavelmente
achando que uso drogas pesadas), na melhor das hipóteses eu esbarraria em Érica
em alguma esquina, nós iríamos para algum café, faríamos as pazes e então eu a
traria pra cá. Claro, vai sonhando Paola, se eu fosse você adotaria logo um
gato. Que horas serão? Cinco pras seis? Aiai.
“Filha, você
precisa tomar um rumo na sua vida. Eu não estarei aqui para sempre.... Na
verdade é sobre isso que eu vim falar com você hoje” NÃOOO, não quero lembrar
disso de novo cérebro! Me deixa em paz! Chega, tenho que fazer alguma coisa ou
vou enlouquecer. Que seja, vou trocar de roupa e dar uma volta na Redenção – só
espero não ser atacada por algum maluco... Pentear o cabelo: feito, escovar os
dentes: feito, colocar qualquer roupa confortável: foda-se estou pronta.
Sorte que o
meu apartamento não fica longe do parque, mesmo estando de óculos escuros não
devo estar caminhando de uma forma lá muito convencional. Parece até que estou
fugindo de alguém... De mim talvez. Nem parei pra pensar que a rua é meio
deserta as seis e dez da manhã. Duvido que alguma coisa esteja aberta também!
Sinaleiras, quem precisa de vocês à uma hora dessas, eu vou é correr. Arrg,
esse chão ta tão barrento... vou caminhar ali pro centro aonde tem concreto.
Incrível
como tem gente aqui nessa hora, não são muitas pessoas na verdade, mas eu
esperava menos. Esses corredores são mesmo uns viciados. Olha lá, tem alguém
sentado na beira da lagoa dos pedalinhos... Parece tão feliz quanto eu. Vou
passar mais perto... De longe não deu pra perceber, mas é uma mulher (e é
bonita a moça) acho que vou me sentar ali perto. Arg, essa grama ta molhada e
esse lugar ta muito frio! Esfregar as mãos não ta mais dando muito certo..
Gente, como ela é parecida com a Érica... Não fosse essa expressão tão
diferente, esses óculos retangulares, esse estilo de roupa diferente e o cabelo
curto eu diria que é ela sim.
- Posso
ajudar? - Antes que eu pudesse desfazer a minha cara de total assombro percebi
que ela estava olhando para mim e até a voz era igual, mas o tom é tão
diferente! - Hã... Tu ta olhando pra mim? – ela virou-se lentamente para olhar
para os lados.
-
S-Sim........ – Ótimo, agora só tenho que parecer menos louca – Desculpa, é que
você é muito parecida com... Uma amiga minha. E eu não dormi essa noite também.
- Eu também
não. As lembranças da minha mãe no final de sua vida me tiram o sono... Falei algo
de errado?
- N-não! É
que... Comigo foi a mesma coisa. Eu e minha mãe não nos damos muito bem sabe? E
quando eu me mudei pra cá ficamos mais distantes do que nunca. – não devia
estar me abrindo assim com uma estranha, mas ela é tão igual a Érica que me
sinto quase íntima dessa moça.. – Nessa última quarta nós almoçamos juntas. Ele
me disse que está muito doente... Está com câncer.
- Sinto
muito. Nunca é fácil.
Merda, não
queria chorar assim na rua, com essa estranha misteriosa... Merda! “Eu
começarei o tratamento na semana que vem. Não sei se vou conseg...” as lágrimas
de minha mãe agora pareciam se materializar para fora de do meu próprio rosto, como se as dimensões se
juntassem e o passado tentasse voltar para o presente. Um barulho de lápis me distraiu
lápis raspando o papel.
- Pra você.
Peguei o
desenho feito as pressas da pseudo Érica, era uma princesa na janela de uma
grande torre que deveria pertencer a um castelo. A princesa chorava ao olhar
pelo horizonte.
- Essa é
você. – Ela se levantou lentamente e estendeu a mão para me ajudar a levantar,
eu aceitei. Ela me abraçou como se eu fosse muito menor, apesar de eu ser só um
pouco mais baixa. Não aguentei e voltei a chorar. – Por favor, entenda, não
tenha medo da liberdade. Isso é um processo que pode doer..
-
O-obrig-ada... – Não tinha reparado, mas os olhos dela também são verdes como
os de Érica. Não pode ser! – qual o seu nome?
- Assinei o
desenho. Cuide-se.
Fiquei olhando
ela se afastar devagar. Isso é um sonho? Virei o desenho para ver a assinatura
“LH”. É alguma piada?
terça-feira, 15 de maio de 2012
Âmago
E com as lágrimas sinto o gosto da terra
Anunciando o óbito sorrateiro,
Aquele que me consome pouco a pouco
Como um tumor, que não abita a carne e sim a alma.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
As Eternas Geleiras
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Vultos
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Ensaio sobre o indivíduo absoluto
O que melhor conheço é o meu
E entre todas as lembranças a que mais me marcou
Foi aquela faz pouco tempo
Efemeridade - entendo bem
Eternidade me soa estranho
A pior das dores é a minha
O pior dos medos – com certeza! – é o meu
E quando me falas
Das tuas terríveis dores
Dos teus piores medos
Ouço nitidamente o riso do desdém,
E sinto novamente os pingos gélidos da estranheza.
Rio de ti, de renome errado, de risos rasgados, de clareza escura, que de bico calado é mais digno de pena do que pena sem galinha
Não insista!
A pessoa mais sensitiva sou eu
E a verdade mais verdadeira, a minha
Pois a ti, meu caro semelhante,
Resta apenas à metafísica.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Contos do Espelho das Graças
No último cigarro, parte onze:
8:00 AM, ainda é cedo, vou dormir mais um pouco... 9:00 AM, só mais cinco minutos. (...) 11:00 AM, que barulho é esse?! Ah, o interfone... Quem poderia ser? Ai meu dedinho! Que merda esse rodapé da cama, só serve pra bater o pé! Se ele não sustentasse o meu colchão de uma maneira tão eficiente juro que pegava uma serra e transformava tudo em lenha!
- Sim?
Minha voz deve ter saído com um aspecto horrível, a pessoa nem ta respondendo.
- Quem fala?
Eu podia estar dormindo agora, então desembucha!
- Hã... Oi Érica! Aqui é a Alice... Não sei se tu ainda se lembra de mim.
- Alice... Tu não deveria estar na aula agora?
Meu sono me impede de ser educada.
- Eu poderia dizer o mesmo. Mas não. Hoje é a minha “folga” na semana. Posso entrar?
Entrar? Droga, como que ta o meu cabelo? Eu to de calça? Ah, to sim.
- Entra aí.
Eu tenho o tempo dela subir três lances de escada pra dar uma ajeitada aqui. Puts, acho que não vai dar tempo, isso aqui ta um caos! Vou escovar os dentes.
Beee!
Saco, ela já ta na porta! Ok, pelo menos deu pra dar uma escova. Nossa, minha cara ta toda amassada. Vou abrir essa bendita porta marrom.
- Oi Érica! Há quanto tempo... Tu corto o cabelo?
Nossa, a Alice não mudou nada! Parece até que ta com a mesma roupa de quando a gente se viu pela ultima vez. Só os óculos... Esses são redondos e não quadrados, acho que combinou mais com ela.
- Sim e não. Como que tu ta? – Me aproximei e abracei ela, deixando sem reação. Pelo visto eu ainda mexo com ela.
- Bem né. Entediada, mas saudável! Depois que te deu essa Loca aquele curso quase que perdeu a graça. Mas como assim “sim e não”, ele ta bem mais curto do que eu lembrava!
-Bom. É que eu cortei ele, mas já faz um tempo... Na verdade eu cortei em casa na semana passada...
Alice ficou de boca aberta.
- Cruzes! E tu teve coragem? Teu cabelo era tão lindo antes!
- Muito obrigada pelo “antes”, acho que fiz cagada mesmo.
- Ah... Mas ele ta legal agora também. Só da um choque pra quem não ta acostumada.
O primeiro silencio constrangedor em que ela ficou me olhando com aqueles olhos brilhantes se deu início e agora me pergunto se devo perguntar o porque da visita dela ou não. Não sei se quero saber.
- Então... Quer comer alguma coisa? Tem pão e café...
- Na verdade eu vim pensando em te convidar pra almoçar. Precisamos colocar a conversa em dia!
Conversa...
- Aonde seria?
Percebi que tinha uma carteira de cigarro com exatamente O ultimo deles me olhando de cima do balcão da cozinha. Que tentação!
- Isso tu vai ter que descobrir. Não to afim de ficar explicando! Agora tira esse olho de cima daquele cigarro!
Olha! Ta ficando imponente a moça! Pena que agora não seja o momento certo pra isso. Ai Alice. Hoje eu realmente não to com ânimo pra sair.
- Aonde tu quer ir?
- Ah, ta bom! Pode ser em qualquer um aqui perto. Acho que vi um vegetariano bastante promissor pelas redondezas...
Vegetariano? Não chego a ser vegetariana, mas adoro comida sem carne. Se o preço não for muito indigesto até que seria uma boa. Mas o que eu não sei é o que ela veio fazer aqui... Faz tempo que eu não vejo essa guria, mas eu conheço essa cara! Aí tem.
- E então?
- Aiai, que horas são?
- Hora de se mexer! - Lá vai ela entrando pela minha porta toda animadinha – Vamos lá Érica, o que tu tem que fazer pra ficar pronta?
É, acho que não tenho escapatória.
- Espera aí na sala. Daqui a pouco eu to pronta.
- Ta bom. - Voz de triunfo, merda, ela soube exatamente como me convencer. Estudante de psicologia é foda.
Me arrumei rapidamente, nem tinha muito o que fazer com o cabelo, só coloquei um creme pra deixar ele um pouco espetado. O que me incomoda nela são esses jogos psicológicos. Se gosta de mim fala logo guria! Do jeito que as coisas vão eu até poderia te dar uma chance. Só não sei se me arrependeria ou não.
- Já ta pronta?
O que ta fazendo aí na minha estante? Sabia que tava me estudando. Tá, ta bom, eu devo estar exagerando.
- To.
Peguei o gracioso cigarro em cima da mesa e acendi.
- Vamos?
-Vamos. - Olhou torto pra ele como eu sabia que faria.
O restaurante era realmente perto, em menos de dez minutos já estávamos lá. Conheço algumas pessoas que definiriam o lugar como uma espécie de viveiro de “ecochatos”, ou simplesmente como um lugar clean. Até que é agradável... O branco das paredes se quebra com os efeitos da iluminação em tons de amarelo no teto e verde em alguns pontos perto do chão. Tem também esses quadros de frutas e paisagens que por algum motivo os restaurantes adoram. Alice escolheu uma mesa perto da parede, uma pequena pra duas pessoas, e eu a segui.
- Se eu te conheço, tu deve ta se perguntando por que eu te chamei aqui né?
Ela ta usando esse tom de brincadeira, mas eu sinto a cautela na voz dela. Aonde ta querendo chegar?
- É, acho que tu acertou.
-Não se pode esconder nada para os que tem o dom da psicologia! – riu – Bom. Esses dias eu encontrei lá no noss... No prédio da Psicologia o Julho. E me lembrei na hora que ele tinha feito aquelas “consultas” contigo.
Pressinto merda vindo por aí.
- Então decidi falar com ele pra ver se tinha contato com uma certa criatura que sumiu do mapa, não é Érica? Então ele me disse que não te via há tempo também, mas que tu ajudou ele num dia lá na Redenção. Daí eu decidi te visitar pra ver como tu tava...
- Hm.
- É... Vamos nos servir?
- Vamos.
Comi muito, comida vegetariana é tudo de bom! Pena que a comida não desceu tão bem quanto poderia, porque eu sei que ela não terminou o assunto. Ela vai concluir uma análise a qualquer momento.
- Eai?
- Eai o que?
- Gostou da comida?
O volume atual do meu estômago responderia isso por mim.
- Sim, bastante.
Um minuto de silêncio.
- Então Érica – Alice ajeitou os óculos arredondados sem tirar os olhos dos meus, lá vem a conclusão – O que eu queria realmente quando te convidei para vir aqui era te perguntar uma coisa... Não, na verdade fazer uma proposta.
As mãos dela estão em forma de delta com o cume virado para cima sobre a mesa, Alice sabe exatamente o que está fazendo. Que inveja.
- Érica Costa Castro, você aceitaria a mim como sua analista?
Imagens no espelho
Chega de falar dos outros! Também ando meio afastada de vocês. Ultimamente tem sido mais fácil me expressar por poemas, mas de vez em quando é bom ter uma linguagem assim mais: aberta. Ser tão subjetiva às vezes me cansa. Nem sempre é bom sabe?
Às vezes, como tantas pessoas, me pergunto sobre o sentido da vida. Não sou como essas que passam toda a sua existência se questionando sobre como tudo surgiu ou porque, sou mais do tipo que prefere viver e tentar descobrir na prática. Porém. Ainda caiu em contradição. Dias e dias que sou feliz, que não penso, que não sou eu, e de repente: Tudo se perde. As coisas perdem o sentido, vejo-me voltando a estaca zero. Tentarei ser mais clara, mas não posso dar muitos detalhes.
Sabe quando tu olha pra ti e diz eu sei exatamente quem tu é, sei quem tu será, sei a quem tu é fiel e sei o que te faz feliz? Poder falar isso significa estar em paz. E eu não estou mais.
É como se tudo que eu construí até aqui entrasse em curto, perdesse a cor. Eu tento me reanimar, tento continuar, mas acabou: não é mais o que era antes. Será que ainda sou a mesma de antes? A mesma Madame R? Não consigo responder.
Vejo-me entre duas escolhas. É investir no presente ou pensar no futuro. É decidir entre o que me faz feliz e quem eu sou, e isso me leva novamente a uma pergunta.
- Quem eu sou?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Casa de fundição
Aquele em que tento inaugurar
Uma coisa que recentemente
Obrigo-me a aceitar.
Rimas, o que são rimas?
Aquelas coisas que se vê por aí
Reflexo de um passado em Minas
Da resignação do Andaraí.
Me culpo, me julgo
E erro na expressão
Corrijo-me e sinto novamente a resignação
Das rimas tortas
Se fez o bolo
No qual me fundo na contradição.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Engaiolada
O que diriam eles
De seres tão terrestres?
Será que gostariam de ter mãos e pés,
Assim como nós,
Que almejamos em cada bater de asas a liberdade?
Não.
São livres
Do pensamento
São livres
Para voar.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Caninos
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sem conclusões sobre o assunto.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Exaustão
Terei eu pensado demais?
Não sei.
Tudo o que sei é que cansei
Cansei de estar cercada
Cansei de tentar entender.
Descansarei.
Que o mundo gire sozinho
E me deixe parar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nem um café.
- Porquê?
Porque me acostumei a escrever no meu computador e por causa disso minha inspiração não acompanha a possibilidade de escrever.
Foi bom mesmo perceber isso. Essa dependência me deixa agoniada! O que somos nós humanos sem a eletricidade hoje em dia? Nem um café. Até as cafeteiras de fogão entraram em desuso (com algumas exceções).
Coisas antigas me encantam. Uma máquina de escrever funciona sem luz. Uma torradeira de chapa funciona sem luz - e com um pouco mais de conhecimento podemos trocar o fogão por uma fogueira!
Aonde quero chegar com tudo isso? Lugar algum. Simplesmente tenho que usar mais o bom e velho papel e caneta.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
No Brilho dos Olhos
Que aqueles que deveriam fazê-lo
Vêem isso como um peso,
Um compromisso que prefeririam não ter. E seriam mais felizes sem.
Triste é ter que fingir
Que não percebe nos olhares
A reprovação
E a saudade incômoda de
Uma inocência da qual todos ajudaram a matar.
Triste é saber que ela não morreu,
Mas que no brilho dos olhos sínicos
Só existe a cegueira.
Antes adotem outra criança
Dêem meu nome a outra gente,
Mas não finjam que me amam.
É tão triste reprovar essa mentira.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
As três fazes do cérebro, pelo menos do meu...
Pelos registros percebo que não postei nada durante o mês de Julho inteiro, um pouco irônico. Mas sabe, às vezes ficar vazia é necessário - é uma coisa difícil de explicar. É como se houvesse um ciclo no funcionamento do cérebro, existindo três fases: A fase em que absorvemos informações, sentimentos e experiências; a fase em que digerimos tudo isso nos isolando em diferentes níveis e, por fim, a fase em que colocamos tudo isso pra fora num processo de externalização...
Adaptando isso ao meu funcionamento, diria que eu consigo escrever em duas dessas fases. Na absorção, quando eu crítico e coloco o meu ponto de vista das coisas, e na externalização (palavrinha um tanto complicada, será que existe mesmo?) o momento em que eu consigo criar alguma coisa, como uma história.
Isso tudo está me parecendo um tanto chato e começo a temer o fato de que vocês achem que eu estou enrolando. Mas com este post eu pretendia talvez três coisas (esse número de novo..): Explicar o meu desaparecimento, voltar a ter contato (mesmo que sem retorno) com vocês e trazer essa minha analise do funcionamento dos nossos cérebros... Se pensam parecido, por favor, podem ~externalizar~ os seus pensamentos.
PS: Só para deixar vocês a parte, agora temos uma conta também no site abcles. Por lá se pode encontrar os Contos do espelho das graças e muitas outras histórias com a temática lésbica... Aos interessados o link é esse: http://www.abcles.com.br
Contos do espelho das graças
Internet... Se eu tivesse uma.
