quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Contos do Espelho das Graças

Por outros lados, parte nove

Tento me acalmar pela décima vez. Meu tio ali na sala não pode perceber minha alteração, senão as coisas ainda podem ficar piores... Melhor é me concentrar em outra coisa que não seja a minha vida pessoal problemática, como vimos isso só leva a lágrimas. 

Como eu odeio chorar! Além de tudo meus olhos ficam vermelhos e inchados e, ainda por cima, doendo. É incrível como as pessoas conseguem deixar a minha vida tão complicada. Minha mãe em São Paulo quer me afastar de um “estilo de vida problemático” o que segundo ela me ajudaria nessa minha “fase confusa”. Que ódio que eu tenho de tudo isso! Quem precisa de terapia são eles.

Não sei como minha mãe tem coragem de defender os homens quando na verdade ela sempre falou mal do meu pai. Como se eu não estivesse estado lá para testemunhar aquele casamento infeliz durante toda aminha criação! Ainda por cima agora que eu tenho a chance de construir a minha própria vida ela fica se metendo. Ou mais precisamente metendo o meu tio. Que inferno.

Mas o que eu tenho pra essa semana mesmo? Hm. Tenho que adiantar esse ensaio pra terça feira, senão aqueles livros que tenho que ler pra sexta vão me matar, quase que literalmente!
-Paola?                

- Sim tio?
- Tu ta bem sobrinha?
- Claro. É só a tensão da faculdade...     
- Ah sim! Que curso tu ta prestando mesmo?
- Letras. Bacharelado, não licenciatura.
- Hm. Ok.  Quarta a tua mãe vai vim te visitar. Ela me disse que quer ver como que tu ta e discutir as tuas perspectivas...
- Ah sim. Claro.

 Meu tio apesar de um tanto bruto percebeu que eu não estava pra conversa e que a minha falta de animo pra discutir a notícia polemica só podia significar uma coisa: Quero ficar sozinha. E assim foi. Ele saiu do quarto e disse que ia pra sua casa.

 A vinda de minha mãe só me trazia uma coisa em mente. Ela com certeza vai me trazer mais perturbação. Que merda. Nem Letras eu queria fazer.  Minha vontade era de cursar Artes Visuais, ou História da Arte que fosse, as duas me parecem ótimas! Mas claro que esses não são cursos dignos pra ela! Melhor é ser professora então, assim como ela... Professora de Matemática. Depois de tanta briga eu ainda acabei cedendo com algumas condições: primeiro eu me mudaria pra uma cidade da minha escolha; segundo: não iria ser professora de matemática; e por fim, não seria professora e sim tradutora. 

Na hora eu não me dei conta, mas caí numa grande cilada. Pois uma a uma das minhas condições não estão sendo respeitadas pelo jeito... E quanto à história de ser tradutora... Eu realmente não sirvo pra isso! Me sinto totalmente fora do rumo apropriado pra mim.

Mas quer saber de uma coisa? Eu já sei o quero fazer. E sei o que quero mudar daqui por diante! Minha vida será minha e vou fazer com que as coisas comecem a dar certo. Entre minha vida acadêmica e eu, entre Érica e eu. Que chegue quarta-feira! Não tenho receio algum de mostrar pra minha mãe quem a filha dela é de verdade!

Contos do Espelho das Graças

Adubo de Érica, parte oito

“Mas da onde vc o conhece?” aiai, mais uma vez essa perguntinha? Mas que droga! Eu já respondi! “Não sei se realmente o conheço, é que ele me lembra um menino que eu conheci na infância” “Então porque vcs tavam conversando?” aaah! “A gente não tava conversando. Eu corri com ele pra fugir de um bando de neonazistas”. E o interrogatório pelo bate papo do computador continuou, mas por mais que eu me empenhasse não conseguia convencer Paola da minha inocência.

Também não era pra menos. Eu mesmo me surpreendo de quão absurda a realidade pode ser às vezes, mas o pior de tudo é que era a pura verdade! Mas que ciúme é aquele afinal? Ciúmes de um homem? Como assim? Isso é muita insegurança. Não pode ser sério.

“Érica, acho que isso é uma coisa importante pra ti, só que você não percebeu ainda... Eu vi o olhar na sua cara! E não era normal... Eu preciso saber o que te afeta tanto assim nessa história” “Escuta Paola, não era tu que queria terminar comigo a um tempo atrás? Porque todo esse interesse pela minha vida sentimental de repente, em? Não estou te entendendo.”

Ok. Se arrependimento matasse eu já estaria servindo de adubo pra alguma secóia na América do Norte agora. Como eu queria que esses programinhas tivessem a opção de “apagar”. Seria salvadora essa opção! Que merda, ela não ta respondendo. Ela não deve saber a resposta! Aah que droga. O melhor a fazer depois de uma cagada dessas é deixar a coisa esfriar. Há não ser que isso tenha magoado muito Paola... Mas o que eu to pensando? Ela nem deve ter levado isso a sério! Nosso relacionamento sequer chega a ser oficial. Será que a errada sou eu? Talvez eu devesse ter tomado a iniciativa desde o início... Aonde que ta o meu isqueiro? Mas que merda!

“Érica..” cancelei minha busca por um estante na expectativa do que estava por vir “Não quero pressionar você a nada. Acho que precisamos de um tempo pra colocar a cabeça em dia. E vou tentar fazer isso dar certo dessa vez.”

Paola parece estar offline. As mensagens serão entregues quando esse contato entrar.

Ah, então é aí que tu tava todo esse tempo? Seu danadinho! Vem pra cá. Ascende esse cigarro pra mim, ok? Hoje teremos uma longa noite pra pensar, meu velho amigo. Como será a vida de um adubo?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

À la carte


A vida é um rodízio.
Onde massas boas e ruins se misturam
E quando chega a sua hora não tem mais jeito
A sua escolha irá moldar um novo mundo, uma nova dimensão
E tudo o que você tem terá que deixar ir, deixar seguir o seu rumo
Ou a sua degradação
Pois em um rodízio é sempre um depois o outro,
A sua vez também terá que passar.

domingo, 8 de maio de 2011

Victória R. Stone

Não existem motivos para eu existir, se não ser aquela voz dentro da nossa cabeça que mostra a idéia oposta. Eu sou o contra, a parte racional. Sou a fúria e também os pensamentos sinceros, perversos. Não sou cruel, sou humana. Quando ganho a voz sou mal compreendida, mas assim como nós sabemos ouvir, eu tenho a minha hora de falar!

Talvez você esteja me estranhando. Então eu digo: Você não me conhece. Pois se escrevo errado é por opção e se escrevo certo é por capacidade. Então me deixe explicar aquilo que há quase um ano atrás eu não quis. A letra V em meu nome é uma abreviação para Victória. Não pense que esse é o nome do nosso todo, pois não é. Apenas era para ser.

O nome da X era para ser Victória, mas eis que um certo amigo de seu pai teve uma filha antes e então o nome foi “usado”. Talvez eu seja para ela a o reflexo da injustiça, a demonstração de ira, de sinceridade explosiva. Talvez eu apenas seja uma parte que ela não quer dentro de si, mas que existe. Eu sou a indesejada dentro de mim e me torno indesejada quando sou exposta. V. R. Stone, Victória R. Stone. Não diga muito prazer, pois eu sei que pode ser mentira.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O mergulho

92, alguém me visitou.
Será que foi? Tanto faz.... Queria saber o que eles tem em mente
Aqui é onde eu estou segura, aqui posso falar.
Quantos anos você tem?
Que diferença isso faz?
Faz diferença se minhas intenções não forem as melhores... Bom, bom. Isso pode ser usado.

Do lado de cá ninguém me entende. Minha pele arde e minhas costas doem, o que deu em mim?
Se eu falar eles vão ver e irão me perseguir como fizeram com ela. E ela? O que aconteceu com ela?
Acho que a engoliram feito dragões e cuspiram aquilo que sobrou para o mundo acabar o que começaram
Acho que nunca mais será a mesma, pois o que o tempo não mudou ela o fez. Tanto faz para você agora.
É, tanto faz para mim. Acho que estou com problemas... O que faço da minha vida?
Acho que você poderia começar usando a sua mente para alguma coisa de util. bem melhor do que ficar por ai falando sozinha.
É mesmo. Meu transtorno acabou, já posso voltar ao mundo real.
Ótimo. Até a próxima então.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Invasão V

Bom dia seres humanos. Ou será que devo dizer boa noite? Bom, não importa. Faz tempo que eu não venho falar pessoalmente com vocês! Da ultima vez que eu apareci nem seguidores tinha nesse blog... Mas eis que aqui estou. E sem algo específico para falar...

Eu bem que poderia ficar falando coisas sobre o casamento da família real ou sobre o preço da gasolina ou sobre a padaria lá da esquina, que nem se quer existe, mas não vou falar sobre nada disso. Me ocorreu de falar sobre... hmm... A cultura popular! Se é que se pode chamar assim.

Se você mora em uma cidade como a minha vai entender do que estou falando. Às vezes parece que o povo gosta da ignorância, só digo isso. Porque só o que a massa gosta é modinha. Ou nem isso. Como me irrita saber que só Luan Santana, Gaiola das Poposudas, Enso e Rodrigues ou, vá lá, Restart tem sua vez. Isso até pode ser considerado música, mas não pode ser considerado prioridade!

Quero dizer que existe uma grade muito ampla de bandas, tanto regionais quanto nacionais, que tem muito a oferecer musicalmente e acabam firmando os pés mesmo é numa garagem de casa porque ninguém se interessa por elas. A indústria nacional só pensa no lucro e o lucro é o povo que faz, ou seja a culpa do cenário musical nacional estar tão bitolado em um estilo só (ou em um gosto só) é do mal gosto das pessoas! Credo!

Depois dessa minha conclusão, desabafo também pode ser, espero que vocês não fujam desse blog, porque a Madame não é tão ruim como eu... Isso que hoje eu to de bom humor... Enfim. Antes de me despedir de quem estiver lendo esse post quero ter a honra de informar que. O Contos do Espelho das Graças em breve terá a sua próxima parte publicada! Só falta bater "aquela" inspiração sabe?

Bom dia pra você. Ou noite se preferir, fui.