sexta-feira, 20 de maio de 2011

À la carte


A vida é um rodízio.
Onde massas boas e ruins se misturam
E quando chega a sua hora não tem mais jeito
A sua escolha irá moldar um novo mundo, uma nova dimensão
E tudo o que você tem terá que deixar ir, deixar seguir o seu rumo
Ou a sua degradação
Pois em um rodízio é sempre um depois o outro,
A sua vez também terá que passar.

domingo, 8 de maio de 2011

Victória R. Stone

Não existem motivos para eu existir, se não ser aquela voz dentro da nossa cabeça que mostra a idéia oposta. Eu sou o contra, a parte racional. Sou a fúria e também os pensamentos sinceros, perversos. Não sou cruel, sou humana. Quando ganho a voz sou mal compreendida, mas assim como nós sabemos ouvir, eu tenho a minha hora de falar!

Talvez você esteja me estranhando. Então eu digo: Você não me conhece. Pois se escrevo errado é por opção e se escrevo certo é por capacidade. Então me deixe explicar aquilo que há quase um ano atrás eu não quis. A letra V em meu nome é uma abreviação para Victória. Não pense que esse é o nome do nosso todo, pois não é. Apenas era para ser.

O nome da X era para ser Victória, mas eis que um certo amigo de seu pai teve uma filha antes e então o nome foi “usado”. Talvez eu seja para ela a o reflexo da injustiça, a demonstração de ira, de sinceridade explosiva. Talvez eu apenas seja uma parte que ela não quer dentro de si, mas que existe. Eu sou a indesejada dentro de mim e me torno indesejada quando sou exposta. V. R. Stone, Victória R. Stone. Não diga muito prazer, pois eu sei que pode ser mentira.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O mergulho

92, alguém me visitou.
Será que foi? Tanto faz.... Queria saber o que eles tem em mente
Aqui é onde eu estou segura, aqui posso falar.
Quantos anos você tem?
Que diferença isso faz?
Faz diferença se minhas intenções não forem as melhores... Bom, bom. Isso pode ser usado.

Do lado de cá ninguém me entende. Minha pele arde e minhas costas doem, o que deu em mim?
Se eu falar eles vão ver e irão me perseguir como fizeram com ela. E ela? O que aconteceu com ela?
Acho que a engoliram feito dragões e cuspiram aquilo que sobrou para o mundo acabar o que começaram
Acho que nunca mais será a mesma, pois o que o tempo não mudou ela o fez. Tanto faz para você agora.
É, tanto faz para mim. Acho que estou com problemas... O que faço da minha vida?
Acho que você poderia começar usando a sua mente para alguma coisa de util. bem melhor do que ficar por ai falando sozinha.
É mesmo. Meu transtorno acabou, já posso voltar ao mundo real.
Ótimo. Até a próxima então.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Invasão V

Bom dia seres humanos. Ou será que devo dizer boa noite? Bom, não importa. Faz tempo que eu não venho falar pessoalmente com vocês! Da ultima vez que eu apareci nem seguidores tinha nesse blog... Mas eis que aqui estou. E sem algo específico para falar...

Eu bem que poderia ficar falando coisas sobre o casamento da família real ou sobre o preço da gasolina ou sobre a padaria lá da esquina, que nem se quer existe, mas não vou falar sobre nada disso. Me ocorreu de falar sobre... hmm... A cultura popular! Se é que se pode chamar assim.

Se você mora em uma cidade como a minha vai entender do que estou falando. Às vezes parece que o povo gosta da ignorância, só digo isso. Porque só o que a massa gosta é modinha. Ou nem isso. Como me irrita saber que só Luan Santana, Gaiola das Poposudas, Enso e Rodrigues ou, vá lá, Restart tem sua vez. Isso até pode ser considerado música, mas não pode ser considerado prioridade!

Quero dizer que existe uma grade muito ampla de bandas, tanto regionais quanto nacionais, que tem muito a oferecer musicalmente e acabam firmando os pés mesmo é numa garagem de casa porque ninguém se interessa por elas. A indústria nacional só pensa no lucro e o lucro é o povo que faz, ou seja a culpa do cenário musical nacional estar tão bitolado em um estilo só (ou em um gosto só) é do mal gosto das pessoas! Credo!

Depois dessa minha conclusão, desabafo também pode ser, espero que vocês não fujam desse blog, porque a Madame não é tão ruim como eu... Isso que hoje eu to de bom humor... Enfim. Antes de me despedir de quem estiver lendo esse post quero ter a honra de informar que. O Contos do Espelho das Graças em breve terá a sua próxima parte publicada! Só falta bater "aquela" inspiração sabe?

Bom dia pra você. Ou noite se preferir, fui.

domingo, 17 de abril de 2011

A Madame e a R

Entrou em meu quarto e nada tinha eu a dizer.
Seu nome me disse, R tal qual o meu;
Disse que não voltaria e que em um livro sobreviveria.
Quis dizer-lhe que eu não era ela e que nada tinha a temer,
Mas um espelho se postou em minha frente e minha fala não terminou.

Meus cabelos eram como os dela,
Meu rosto era como o dela
Meus olhos eram dela.
Desde então não mais a vi.
E continuo aguardando a sua volta
Para que o eu volte a ser meu
E o ela não seja mais tão distante para mim, como é dela.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Correnteza

Sempre ouvi dizer que não é bom se prender ao passado. Mas sabe de uma coisa? Às vezes a memória é tudo o que temos. Quando isso acontece o presente perde o sentido e acordar se torna cada vez mais desnecessário.
 Se você é como eu, sabe do que estou falando. Se não é, irá me chamar de maníaca depressiva. Eu não me importo. Porém existe um problema para nós que habitamos durante muito tempo o nosso próprio pensamento: O real se torna irreal e suas lembranças se tornam fantasiosas. O que leva a uma pergunta um tanto estúpida, porém perfeitamente pertinente...

- Isso existiu? Será que algum dia essas lembranças felizes realmente foram sólidas?

E eis que chegamos a um momento de risco para os navegantes de sua própria mente, um momento de colapso, de crise – pois não sabemos se aquilo o que nos restava, aquilo que tínhamos, era real.
 Estive em crise durante meses com minhas memórias e agora concluo que se elas de fato aconteceram ou não, não importa. Pois de uma forma ou de outra se foi; e por isso não existe mais, mesmo que algum dia o tenha. Me conformo com o presente, que é onde eu vivo e reparo nas cicatrizes não só do meu corpo, mas da minha alma, pois elas são a prova de que o passado existiu.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Contos do espelho das graças

 Nos labirintos da mente, parte sete:

Andar. Parar. Seguir. Virar. Esquerda, direita. Desviar do buraco na calçada. Cheguei. Dizem que não existe lugar no mundo melhor do que a nossa casa, mas eu tenho minhas dúvidas. Se esse é o melhor lugar do mundo, então porque é aqui que tenho as minhas piores crises de depressão?

Checo a secretária eletrônica. Uma mensagem. “Deje su mensaje después del tono” “Oi Julho. Queria te ver. Queria esclarecer as coisas na verdade... Me liga tá? Tchau.” Fim da mensagem. A voz de Leandro era indecisa, não sabia se queria ser dura ou sentimental. Eu ligarei... Mas não agora.

Meu estomago ronca, clamando por comida. Fui até a geladeira para atender as preces de minhas entranhas. Não tinha muita coisa, nada que eu quisesse comer na verdade. Assim como é com as pessoas... Pois é. Essa frase ficou meio vulgar, mas é a pura verdade. Mulheres não faltam a minha volta, no entanto, nenhuma me chama atenção.

Lembro daquela que chamou pelo meu nome no parque a duas semanas atrás. Sua voz era nostálgica aos meus ouvidos, mas isso eu não pude entender... Aquele rosto era familiar, mas não consigo lembrar da onde o conheço. Os olhos verdes e profundos dela era o que mais me intrigava, eu tinha aquela certeza irritante de que os conhecia; como? Tente se lembrar Julho! Estatura mediana, cabelos na altura dos ombros, negros, extremamente negros. A pele contrastava com esse tom forte, era branca, muito branca. Com certeza deveria se cuidar com o sol. Mesmo assim. Não me lembro. Ela não quis revelar seu nome, apenas adivinhou o meu por “coincidência”.

De qualquer forma devo ser grato a ela. Pelo visto o perigo me ronda até onde eu o ignoro. Abro a última gaveta da geladeira: dois cachos de uva. No primeiro os grãos eram saudáveis e graúdos, porém em pouca quantidade. Já o segundo era realmente grande, mas muitos grãos estavam um tanto murchos ou inválidos. Qual deles pegar?

Escolhi o segundo, como se assim estivesse escolhendo meu destino e reconhecendo o meu passado. Um nome me veio em mente: Érica?