segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O mundo do presente
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Pergunta de utilidade privada
Pois bem. Por acaso é exatamente por isso que vim aqui revelar meus pensamentos a vocês. Estou com vontade de revelar quem eu sou; quando falo isso quero dizer que a X quer se revelar.
Com certeza qualquer um que ler isso vai pensar: Ta bom então, grande merda! Fala logo quem tu é porra. Se não for nessas palavras com certeza o sentido será semelhante... Mas e daí, qual o problema de se revelar?
A grande bosta no caminho seria a liberdade para falar sobre qualquer coisa sem que ajam julgamentos; essa liberdade não mais haveria. Isso sem falar nos Contos do Espelho das Graças (nossa, que nomezinho bem grande em!) que com certeza iria chocar muitos parentes e etc.
Meu pedido - sim, eu estou pedindo com educação - é que se você ler esse post comente aqui em baixo - sim, você pode comentar - o que acha sobre isso. Acha que a X deve revelar sua face em sites como o orkut e twitter como a autora da madame de pedra?
É isso cambada.
sábado, 18 de dezembro de 2010
A lógica da Madame não é tão festiva..
Imagino se algum outro mês tem tal poder de abalar o ânimo de uma pessoa como Dezembro.
Realmente não consigo entender porque as pessoas gostam tanto de natal, de ano novo, de amigo secreto, de formaturas.. É tudo o fim. O fim de uma etapa.
Imagino que se os rituais de nossa cultura seguissem a minha lógica Dezembro seria passado em luto - luto por tudo o que acabou, por tudo o que não pode ser mudado.
Sempre existem despedidas, e o mês doze simboliza isso pra mim.
Logo depois vem Janeiro, o mês do vácuo mental. Onde tudo o que tu tinha não tem mais e tudo o que era certo virou incerto. Hora de reconstruir. Começar do zero.
Preciso de forças para recomeçar. Preciso de um chá para digerir o passado.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Contos do espelho das graças
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Contos do espelho das graças
Pelada no inverno, parte três:
Noite de inverno.
Por acaso sabe o que significa uma maldita noite de inverno?
Significa que eu terei de fazer uma escolha “simples” se quiser sair pro Pub hoje.
Opção um: Usar a roupa que eu quero, ficar bonita e morrer de frio.
Opção dois: Usar uma roupa quente que me deixe um balão.
Quer saber? Pro inferno tudo isso! Vou dormir pelada e ver algum drama bem pesado. Deixe-me ver o que tenho em DVD... Porra, nenhum drama que eu queira rever.
Pena que Requiem for a Dream era da Paola.
Dane-se, vou ver esse com a Kristien Stewart mesmo, assim pelo menos me agrada os olhos.
(TRRRRRRRIIIIIIIIIING!)
Caralho! Quem é o filho da puta que veio me ligar justo agora? Se eu descobrir quem é juro que.
- Alô! – Atendi com o maior desprezo que pude. Tive um choque.
- Oi Érica! Aqui é a Paola. Como você está? Senti tanta saudade sua...
Ah! Sabia que ia sentir uma saudade!
- Ainda viva. Como vai a faculdade? Fiquei sabendo do teu problema com a transferência de curso.
- Ah, deu uns perrengues, mas se Deus quiser vai dar tudo certo. Tem algum programa pra noite?
E agora? Entrego o jogo dizendo que ia ficar em casa na maior merda? “Ah, ia ver uns filmes pra ver se saio da fossa que tu me atiro!”
- Nada em mente.
- Então vamos lá num Pub na cidade baixa, umas amigas minhas falaram super bem, que se acha?
Dúvida.
- Érica?
Ah, se a montanha veio até mim, então que seus frutos sejam bem aproveitados.
- Ta certo então. Só vou trocar de roupa e já vou. Aonde te encontro?
- Hm... Daqui uma meia hora eu passo aí no seu prédio e aí nós duas vamos juntas.
- Ok.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Contos do espelho das graças
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Contos do espelho das graças
(Aqui é a Stone. Sei que o combinado era a madame postar a história dela primeiro, mas azar o dela. A minha foi escrita primeiro. E além do mais é tudo uma questão de interpretação; essa história não é da madame afinal.
Mas que droga. Vou falar do que importa. Imagino que alguns vão ficar meio chocados quando começarem a ler esse conto. Porque fala de lésbicas. Á essas pessoas eu digo: cresçam caramba. Ler essa história não se difere nem um pouco de quando tu lê a história do patinho feio; é tudo ficção e o que interessa é o psicológico dos personagens.
Só mais um aviso: Esse conto terá continuação e parte da história que será montada em pequenos contos a Madame vai participar. É isso, agora não vou mais encher o saco. Podem ler.)
Érica, parte um:
Hoje faz um mês que estamos juntas.
Eu a encaro enquanto ela põe a mesma maldita calça de brim que ela usa todos os sábados quando saímos. Nenhuma palavra. Ela se esqueceu.
Pensei que dessa vez seria diferente, mas me enganei. Devo ter confundido as coisas. Mas também com um corpo desses eu não tenho culpa. Tenho que parar de dar tanto poder a um par de nádegas e a um rosto bonito.
- Você está bem? Parece tão abatida?
Esqueci de falar que ela é de São Paulo, meio que metida a Gaúcha.
- Não é nada não. Só estou um pouco triste, deve ser a TPM ou a ressaca de ontem.
- Hm.
Odeio quando ela vem com esse descaso. Isso esclarece tudo. É hora de virar a página...
- Sabe Érica – Paola interrompeu minha linha de raciocínio. Estranha essa voz que ela está usando, tão grave – Acho que as coisas não estão mais como eram antes... É melhor acabar logo com tudo de uma vez... Não que seja sua culpa, é uma coisa mais interna, sabe?
Geminiana cretina! Ontem mesmo tava toda meiga pra cima de mim, agora vem com esse papinho de culpa.
- Foi bom enquanto durou, mas agora é hora da gente seguir nossos caminhos...
Se bem que assim ela me polpa muito trabalho. Eu já ia terminar com ela mesmo.
- Fala alguma coisa.
Mas vou sentir tanta falta desse corpinho... Ai esse cabelo repicado!
Que merda.
- Concordo. Foi bom enquanto durou. Se sentir saudades me liga, viu gata?
- Obrigada. Essa sua calma é uma das coisas que mais gosto em você Érica.
Não se trata de calma, é tudo uma questão de lógica, amor.
- Que nada. Somos adultas afinal.
- Então eu vou indo.
Paola se aproximou e me deu um beijo de despedida. Vou sentir falta desses lábios...
- Tchau.
E saiu pela porta. A maldita calça de brim se foi. E eu pensando que encontraria nas mulheres alguma sensibilidade!
Fazer o quê. Aonde foi parar o meu maldito isqueiro?
Só o cigarro me é fiel.