sábado, 25 de setembro de 2010

A fatia que não acordou


Me sinto dento de uma história.

(isso é estranho)

Acho que nunca tinha me acontecido antes.

Será que você já se sentiu assim?

Ó criatura andante.

Não se engane, não estou querendo rimar (e acho que realmente não rimei), às vezes falo assim meio que por acidente. É meio estranho se dividir em três. Apesar de ser apenas uma, eu também me sinto confusa. Afinal qual é a minha fatia desse bolo todo?

Escrevendo aqui, eu me ajudo (e ajudo a X também) a me conhecer.

E o que eu estou conhecendo é uma pessoa conturbada – eu acho – uma pessoa que não sabe bem o que sente e também não sabe bem o que quer.

(como eu estou poética hoje)

Se sentir dentro de uma história não é ruim, é só meio confuso. Você se sente segura, mas ao mesmo tempo parece que nada é real. Você se sente em paz.

 Imagino que seja igual a estar sonhando, só que se está acordado.

(eu disse que é estranho)

Fico imaginando se essa história é um conto. Contos são curtos, mas são intensos (na maioria das vezes). Poderia ser um Romance, com uma história grande e cheia de personagens (não sei bem a definição de um Romance).

Poderia ser qualquer coisa – poema, crônica, notícia de jornal, história em quadrinhos – mas na verdade não sei se gostaria que a minha história fosse terminada sem que eu fosse a autora.

(é. Não sei)

Será que seria um drama?

Sim, seria.

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