segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A carroça andante


Certa vez me contaram uma espécie de ditado popular. É incrível que por mais comuns que alguns ditados pareçam eles fiquem infiltrados no meu cérebro.

E me fazem pensar.

O tal ditado que falei é o da carroça. “Uma carroça barulhenta é uma carroça vazia”.

Acredito que a mensagem seja meio de auto-ajuda para pessoas retraídas (como eu). Mas não me considero uma carroça cheia, me considero uma carroça forrada. Forrada com um forro macio e pesado que impede o som de sair.

É, até que eu posso ser comparada com uma carroça. Não apenas pela lerdeza ou pelo atraso cronológico, mas pelo fato de que o propósito de uma carroça existir seja transportar coisas, auxiliar os outros...

Sou uma carroça vazia e forrada, cujo ideal é ser útil; ser preenchida.

Mas enquanto isso não acontece, vou continuar a andar por estradas esburacadas, com minhas rodas discretas e silenciosas; esperando que em alguma curva eu encontre um propósito para continuar a viajem.

É, ser carroça é duro, mas acredito que pior é ser cavalo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lunática

Ai que coisa.

A adrenalina toma conta de mim e começo a esquecer todos os meus deveres (tão profundos em mim quanto a grama no chão). E com tanta informação minha mente se dispersa.

Será esse o problema das pessoas contemporâneas? Viver com muita informação na cabeça?

Até que faz sentido. Assim como os lixões poluem e degradam a vida sólida, a poluição na mente também não deve fazer bem.

Imagine só: ministério da saúde adverte, poluição mental prejudica o funcionamento físico e provoca problemas de competência no trabalho.

Talvez eu esteja deixando a adrenalina subir, mas com o jeito que as coisas tem se manifestado, não teremos tempo para pensar. Isso mesmo, acabo de achar o efeito mortífero que um lixão mental pode nos causar: o terreno fica infértil, você deixa de pensar.

Então no final de toda essa balela minha conclusão é que o problema das pessoas é que elas não pensam, apenas agem, como máquinas que trabalham incessantemente até que suas ligas enferrujem e seu modelo fique obsoleto.

Produtivo?

Nem tanto. Considerando que em vez de estar aqui, digitando feito uma lunática que não quer pensar sozinha, eu deveria estar cumprindo os meus deveres como um ser responsável.

Definitivamente ser responsável não é agradável. Mas essa discussão é melhor deixar de lado. Só o que tenho a dizer é: Cuide do seu lixão mental.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adubo

Quero descobrir
Revelar o que há por trás dessa máscara
Tão severa
Tão distante

Perdida em coisas mundanas,
Problemas corriqueiros,
Vi passar.

Passou.

Como eu queria que pudesse voltar.
Queria que quisesse voltar
E conhecer minha caverna.

Olhos brilhantes
Vão me atormentar essa noite e
Meu maior tormento será
Que eles estarão presentes apenas
Na minha mente
Minha memória que falha.

Mas então,
O que fica?
Teu olhar fica.
Olhar misterioso
E cheio de pensamentos
Desconhecidos.

Que merda.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Castanha de Caju


Falsa,
Esmagar as pessoas
Que dormindo estão
É loucura colorida
Perdida na escuridão.

Bem, se tentou entender o sentido do que escrevi acima peço o seu perdão. Porque eu não pensei no que escrevi.

Como isso seria possível? Você não pensa R?!

Não, é que eu simpatizo muito com o Dadaísmo. Calma, eu não estou falando grego. Provavelmente você já deve ter visto isso na escola, tem a ver com o Modernismo.

(eu acho)

Para falar a verdade, também não me lembro dos “detalhes” do Dadaísmo, mas lembro que a sua principal característica é seguir o acaso. Criar algo novo tirando uma coisa do seu contexto, misturando com outra ideia...

Sempre gostei do Dadaísmo, mesmo antes de conhecê-lo. Sempre segui o acaso, o que me vem em mente eu faço (claro, primeiro analiso se é viável, se é prudente e as conseqüências... Acho que a minha mente é meio burocrática). Às vezes não sei bem para onde ir e acabo caminhando só para ver se eu descubro aonde quero chegar.

É bom quando encontro um significado no que faço, nessas horas me sinto menos estranha.

Acho que me expressando sem saber bem o que quero dizer, me revela coisas do meu inconsciente. É útil para auto-análises.

É, se você quer saber mais sobre o Dadaísmo, eu não sou bem a pessoa certa para explicar... Busque no Google que aparece.

Naturalmente louca.
50kg de castanha
Para ver filmes
Não é um exemplo
De vida saudável,
Mas é feliz.    

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Água mole, pedra dura...


Estou cansada
Cansada desse mundo imbecil
Cansada dessas pessoas estúpidas
Cansada de ser a grande idiota.

Mas quem se importa?
Ninguém se importa.

Não sei se eu é que tolero o mundo
Ou se é o mundo que me tolera.

Sabe o que é gauche?
Sim, eu sempre fui gauche,
Não me enquadro nem entre os excluídos,
Não tenho casa, não tenho lar.

Mas quem se importa?
Eu me importo.

E agradeço a Deus
Por poder ajudar os outros,
Pois sei que quando eu precisar de ajuda
Ninguém estará lá.

Mas eu continuo pensando,
Eu não paro, nem quando estou parada
E penso no que quero da vida
E só penso
Penso, só.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Desculpinha

Que coisa.

Para você, criatura rara que lê esse blog, que está esperando ver algo novo, eu tenho uma boa notícia. Existem dois posts que serão publicados assim que possível. Um é meu e o outro é da Stone.

Aguardem. (tempo mínimo para a próxima postagem: 24 horas)

domingo, 26 de setembro de 2010

Diário do isolamento II: 24/09

Sim, eu estava enganada.
Posso ser muito cabeça dura, mas reconheço quando estou errada. Porém é tudo uma questão de ponto de vista e se agora eu concordo com o que eu ouvi é porque o meu pensamento é que mudou. Não a realidade.
Se você ai de fora não sabe do que eu estou falando (dane-se!) (brincadeira), bom, é a conseqüência de não me conhecer. Para não ser uma péssima autora de blog (blogueira ou sei lá o que) vou relatar a situação (ou tentar) sem denunciar quem sou.
Imagine levar a sua avó em um show de rock. Imaginou? Agora imagine pedir para uma banda de rock (rock mesmo sabe?) tocar em uma festa de aniversário onde se encontram muitos parentes de segunda, terceira e até quarta idade. Sim? Talvez, assim como eu pensei, você deva estar achando isso um absurdo – um autêntico programa de índio.
Mas pense bem.
Você não está cansado (a) desses conceitinhos que pregam o que uma “tribo” deve ou não deve fazer? Quem disse que velhinhas não podem freqüentar pubs de noite? (com nuvens de fumaça de cigarro, bêbados e mais algumas bizarrices)
O que me levou a pensar sobre isso foi um grande (e inimaginavelmente irritante) discurso que me chamava de “quadradona”.
Minha primeira reação foi achar tudo aquilo um absurdo. Já agora, fui tomada por um espírito revolucionário e acho que – sim! – velhinhas podem freqüentar pubs e que se uma banda de rock vai tocar ou não numa festinha é problema dela.
Vamos quebrar os tabus! Que venham as velhinhas.